1 01UTC junho 01UTC 2008
Rápidos Encontros
Uma hora…
Um lanche…
Um filme…
Uma lágrima…
Um abraço…
Quero voltar á Brasília
Uma hora…
Um lanche…
Um filme…
Uma lágrima…
Um abraço…
Quero voltar á Brasília
A face no olho
Fere-me faz-se
Outra face
Que de outra
Não se traz
Senão a mesma
Traí-se
Não reage
Nem se fala
Face que cala
A nuca face
De outro e
Outro e outro
Em fila disfarce
Se sou, é pelo
Outro que o é
Por mim.
Só pra dizer que deu xaudade!!
e que dentro da xaudade
tinha uma esperançazinha de te ver
e de ir lá, tomar tacacá.
Mas a roupa suja, ainda não lavada,
te deixava sem nada para passear.
E quando ficou semi-enxaguada,
já era tarde,
quase de madrugada,
e só me restava poetar.
Com o carinho de sempre…
Não farei uma rapsódia
Nem mesmo um prosopopéia
A saudade não tem expressão
Que caiba dentro de um termo
Não exaltarei pelos cantos
Nem mesmo uma apologia farei
Quem merece ouvir tudo
Aqui não mais estará
Tudo isso Lindinha
Por uma notícia dada
"Vou cancelar meu perfil"
Retornaras à tua morada
Não existirás neste mundo virtual
Quando tiver a tecla apertada.

Saudade é uma palavra
Que não sai de meu vocabulário
Enquanto a distância manter
Esta chama acesa
E em tua presença outra luz se tornar
Saudade é assim:
Uma presença ausente
Aquela dor que se sente
Sem se saber, realmente,
Se a dor é dor ou um presente.
Havia, a muitas milhas da ilha-de-ser-só,
Uma menina tão bela quanto um por-de-sol,
Tão linda quanto uma lua cheia.
E no tempo em que o ilhante não a via
Sua imagem crescia… e nesse quadro
Ocupava toda sua vida…
A ilha era pequena para tanta beleza imaginada,
Minúscula para tanto desejo….
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Quando, certo dia, n’alguma margem que dava para o mar
Foi se erguendo um caminho da ilha a outra ilha…
E assim, por fim, fez-se o continente-de-ser-nós
João me falou
Que deus era o conceito
Através do qual
Media minha dor…
E isso me incomodava…
Que deus?
Que dor?
Que régua é essa?
E como a adquiri?
E isso me incomodava…
Estendia meus braços
Tentava mensurar deus
"Impossível!"
Diziam os teólogos
E isso me incomodava…
Indo ao Ver-O-Peso,
Conversando com João,
Perguntei-lhe qual o tamanho do peixe que ele perdeu…
Estendeu-me seu braços - é deeeese tamanho! - respondeu-me
Deus e peixe têm a mesma extensão dos braços de João.
Ali estava Ben Ali
Bem ali Ali se encontrava
Na fala que Ali Ben Ali falava
Ali falava que Ben Ali estava
Ali estava bem ali
Ben Ali ali se encontrava
Na fala que Ali bem ali falava
Ali falava que bem ali estava.
Há poetas que leio mas não falo
Existem os que leio e declamo
Outros contaminam a alma da gente
- feito vírus -
Esses eu passo em frente.
Há poetas que a leitura exige vinho e blues
Esses… Ah! Esses…
Me remetem aos teus olhos azuis.
Há aqueles mais que poetas,
Esses sim, inebriantes…
Cecília, Drummond, Pessoa, Leminski…
Dignos de uma mente brilhante.
E, para finalizar, há aqueles que quando leio
Acredito que vais gostar…
Bem, talvez seja meu delírio.
De qualquer forma dôo à Cool Lírio.
Pão
Tem que ter cheiro de pão
Se não tem cheiro de pão
Não é pão não!
Na massa de trigo
Adicione água
Uma pitadinha de sal
Fermento e não acrescente mais nada
Amasse com as mãos
Leve ao forno por meia hora, ounão
Para obter
Pão com cheiro de pão
Se não tem cheiro de pão
Não é pão não!
Tem que ser…
Pão para todo dia
Pão para toda hora
Pão para quando se chega
Pão para quando se vai embora.